Em mais de 200 anos, estado norte-americano pode executar, nesta quarta-feira, a mulher, hoje com 50 anos, que vem presa desde os 18
Terça 29/09/26 - 5h54
Christa Pike, de 50 anos, foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995.
Na época, Pike tinha 18 anos.
O crime aconteceu em Knoxville. Segundo a acusação, Pike e o namorado, Tadaryl Shipp, atraíram Slemmer para uma área isolada, onde a torturaram e mataram.
O caso ganhou grande repercussão pela brutalidade e por um símbolo satânico esculpido no corpo da vítima.
Shipp, que tinha 17 anos na época, recebeu prisão perpétua.
Pike, a única condenada à morte, não nega o crime.
Nesta segunda-feira, o governador do Tennessee, Bill Lee, negou o pedido de clemência.
Com a decisão, a única chance de Pike é um recurso na Suprema Corte dos Estados Unidos.
Os advogados de defesa argumentam que a execução é injusta.
Eles afirmam que Pike sofreu abuso sexual e negligência durante a infância, problemas que, segundo eles, nunca foram apresentados ao júri.
A defesa também alega que ela foi diagnosticada, durante o período na prisão, com transtorno bipolar e estresse pós-traumático.
A mãe da vítima, May Martinez, quer que a execução ocorra.
Ela afirma que esperou décadas para ver a sentença ser cumprida e que sua filha, finalmente, possa descansar em paz.
Caso a execução por injeção letal seja realizada, Christa Pike se tornará a primeira mulher a ser executada no Tennessee desde 1826.


