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montesclaros.com - Ano 26 - quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Receita Federal: "Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados, com decisão judicial para apreensão de bens e valores de até R$ 1 bilhão". (Polícia Federal está na operação, que mira o escritório de advocacia Nelson Wilians)

Quinta 13/08/26 - 8h32

8h23, quinta-feira, da Receita Federal:





Receita Federal participa da Operação Arena contra grupo investigado por sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro


Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados, com decisão judicial para apreensão de bens e valores de até R$ 1 bilhão.



A Receita Federal, por meio do Escritório de Pesquisa e Investigação na 4ª Região Fiscal (Espei04) e da Equipe de Fiscalização de Combate às Fraudes Estruturadas (Efrau04), participa, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, da deflagração da Operação Arena, destinada a apurar a atuação de grupo empresarial investigado por supostos crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A ação decorre de investigação que identificou indícios de utilização de uma complexa estrutura societária e financeira, mantida no Brasil e no exterior, com o objetivo de conferir aparência de legalidade a operações relacionadas à exploração de apostas de quota fixa e jogos de azar. Segundo os elementos apurados, a estrutura teria sido utilizada para simular a condução das atividades a partir do exterior, enquanto a gestão operacional, administrativa e decisória ocorreria, em tese, em território nacional.

Por determinação judicial, foram autorizados 17 mandados de busca e apreensão em 14 locais, nos estados da Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A decisão também prevê a apreensão de bens e valores até o limite aproximado de R$ 1 bilhão, montante relacionado às estimativas de valores supostamente envolvidos nos crimes investigados.

A Receita Federal participa da operação com 40 auditores-fiscais e analistas-tributários, atuando na identificação e coleta de elementos destinados à apuração de infrações tributárias, penais e administrativas relacionadas às pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Investigação

As investigações apontam que empresas constituídas no exterior teriam sido utilizadas para justificar elevadas remessas internacionais de recursos, embora os elementos reunidos indiquem, em tese, a inexistência de atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados.

De acordo com os indícios apurados, o grupo teria empregado mecanismos sofisticados envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, com o propósito de dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos.

A investigação também identificou possíveis indícios de omissão de rendimentos e de utilização de estruturas empresariais destinadas a reduzir ou evitar, de forma irregular, a tributação incidente sobre as atividades desenvolvidas.

Embora a exploração de apostas de quota fixa tenha passado por recente processo de regulamentação no Brasil, os elementos reunidos indicam que atividades relacionadas ao setor já vinham sendo exercidas anteriormente, com indícios de utilização de mecanismos destinados a ocultar operações, receitas e beneficiários finais.

Atuação da Receita Federal

A Receita Federal passou a integrar a investigação em 2025, contribuindo com análises especializadas relacionadas à identificação de fraudes estruturadas, planejamento tributário abusivo, evasão de divisas e possíveis esquemas de lavagem de dinheiro.

Os subsídios produzidos pela instituição, posteriormente corroborados por outras diligências investigativas, contribuíram para o aprofundamento das apurações e para a adoção das medidas judiciais executadas nesta fase da operação.

Os elementos arrecadados durante o cumprimento dos mandados serão analisados para subsidiar futuras ações fiscais, incluindo a constituição dos créditos tributários eventualmente devidos e o compartilhamento de informações com os órgãos competentes.



***


8h36, quinta-feira, da Agencia Brasil:






Polícia Federal faz operação contra lavagem de dinheiro de bets
Ação é executada na Paraíba, Sergipe, Paraná, São Paulo e Rio



AGÊNCIA BRASIL


PF) faz, na manhã desta quinta-feira (13) a Operação Arena, para investigar um grupo empresarial suspeito de praticar lavagem de dinheiro procedente da exploração de bets. Participam da ação o Ministério Público Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
A operação, que ocorre na Paraíba, em Sergipe, São Paulo, no Rio de Janeiro e Paraná, já quebrou o sigilo telemático e bancário dos investigados e sequestrou R$ 1,1 bilhão. São cumpridos 17 mandados de busca e apreensão.
De acordo com informações da Polícia Federal, os suspeitos poderão responder por crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e por crimes contra o sistema financeiro nacional.
Em nota, a defesa do advogado Nelson Wilians, um dos alvos da operação, disse que a relação entre o escritório e a PixBet é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia.
"A atuação do escritório em favor de seus clientes limita-se ao exercício regular da advocacia, não se confundindo com as atividades empresariais por eles desenvolvidas".
Na nota, o escritório repudia qualquer tentativa de associar a atuação profissional de seus advogados às atividades ou condutas atribuídas a seus clientes.
"É preciso ter cautela para que o legítimo exercício da advocacia não seja indevidamente criminalizado em razão da natureza ou das atividades daqueles que o advogado representa", acrescenta.
(*Nota atualizada às 9h26 para inclusão do posicionamento de um dos investigados na operação da PF.)

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