Ministro André Mendonça, do STF, autoriza e operação é realizada hoje para investigar novos descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Prejuízo pode ser 6,3 bilhões de reais
Quarta 27/05/26 - 8h15A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram na manhã desta quarta-feira, dia 27 de maio, uma nova etapa da Operação Sem Desconto.
A ação investiga esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, que pode ter gerado um prejuízo estimado em 6,3 bilhões de reais entre 2019 e 2024 .
As forças cumprem 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba.
As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal .
De acordo com a Polícia Federal, a nova etapa investiga indícios de que parte dos alvos tentava se desfazer do próprio patrimônio para não ser alcançada pelo judiciário.
Associações cadastravam aposentados e pensionistas sem autorização, muitas vezes usando assinaturas falsas, e descontavam mensalidades diretamente dos benefícios pagos pelo INSS.
Em muitos casos, os prejudicados, pessoas mais velhas, sequer sabiam que haviam sido filiados, descobrindo os descontos apenas ao consultar seus extratos .
Em 95,6% dos casos, os aposentados afirmaram não ter autorizado os descontos.
A primeira fase da operação, deflagrada em abril do ano passado, resultou no afastamento do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e de outros cinco servidores da cúpula do órgão, suspeitos de envolvimento no esquema. Seis pessoas ligadas às entidades investigadas foram presas .


