ONU alerta para colapso em Cuba e Rússia promete agir contra intervenção militar
Terça 10/02/26 - 5h42Em meio a uma grave crise energética em Cuba, a Rússia acusou, nesta segunda-feira 9, os Estados Unidos de aplicarem medidas de "asfixia" contra a economia da ilha.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou que a situação cubana é crítica e que Moscou está em contato com as autoridades locais para tentar prestar assistência.
A crise se aprofundou após os Estados Unidos interromperem o fornecimento de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçarem impor tarifas a outros países que comercializem combustível com Havana.
Como consequência, Cuba anunciou um plano de emergência que inclui racionamento de combustível, redução no transporte público e a semana de quatro dias para funcionários estatais.
Um dos efeitos mais imediatos foi a suspensão, por pelo menos um mês, do fornecimento de querosene de aviação em aeroportos cubanos.
A medida obriga companhias aéreas de longo curso a fazer escalas técnicas em outros países para reabastecer.
O governo russo, que tem Cuba como aliado histórico, comprometeu-se a agir contra qualquer tipo de intervenção militar na região e reafirmou sua solidariedade também com a Venezuela.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o risco de um colapso humanitário no país caso a situação persista.


