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Mensagem: SEGURANÇA BARRAGEM DE JURAMENTO COMPROMETIDA É notório que uma barragem é de extrema importância para o fornecimento de água potável. No entanto, esses reservatórios podem gerar impactos negativos significativos na qualidade da água, na ecologia aquática, no solo, na fauna na flora e na qualidade do ar, especialmente quando operam com falhas de gestão competente. Medidas de mitigação devem ser implementadas para reduzir esses impactos negativos no meio ambiente. Por exemplo, para mitigar os danos à qualidade da água, a DESCARGA DE FUNDO precisa estar em pleno funcionamento, garantindo o controle de sedimentos, a mitigação da poluição química e o combate ao assoreamento. De modo geral, uma barragem é afetada e compromete o meio ambiente físico e biológico quando há negligência no controle das atividades de manejo em sua bacia hidrográfica e na sua reserva ambiental. Este preâmbulo serve para ilustrar a situação crítica em que se encontra a Barragem da Copasa (Equatorial / Gerais Saneamento) na região de Juramento (MG). Devido à precariedade na gestão atual e à redução drástica do efetivo [vigilantes], a referida barragem tornou-se um refúgio para pescadores, caçadores e banhistas irregulares. Os poucos recursos humanos restantes são insuficientes para conter as invasões, reflexo de uma política administrativa irresponsável que demitiu diversos profissionais por decisão unilateral da gerência de Montes Claros. Nos feriados prolongados, a situação se agrava: famílias; caçadores e pescadores acampam às margens e no interior da mata protegida sem serem incomodados. Uma comunidade vizinha transformou-se em um ponto de comércio ilegal de peixes e de animais silvestres abatidos. Não há mais um trabalho efetivo de combate aos invasores voltado à proteção de um dos mananciais de abastecimento público mais importantes de Montes Claros. As ações voltadas à preservação ambiental e à garantia da qualidade da água foram praticamente paralisadas. Vale destacar que o reservatório de Juramento é exclusivo para o abastecimento público e preservação ambiental, sendo a maior unidade de preservação privatizada do Estado de Minas Gerais. Atualmente, a fiscalização está tão reduzida que apenas um vigilante faz rondas diurnas e noturnas em torno de uma área cercada que se estende um perímetro por 32 quilômetros. Nem mesmo em feriados prolongados o efetivo é ampliado, deixando a área completamente vulnerável. Outro agravante técnico de extrema gravidade diz respeito à DESCARGA DE FUNDO / VÁLVULA DISPERSORA, um dispositivo fundamental para o rio a jusante da barragem, pois permite maior concentração de oxigênio dissolvido na água e revitaliza a vida aquática. Embora a se reconheça a importância desse dispositivo, as gestões locais da Copasa (Equatorial/ Gerais Saneamento) não têm priorizado sua recuperação. Há anos, a tubulação da Descarga de Fundo foi seccionada devido à corrosão provocada pelo gás sulfídrico (sulfeto de hidrogênio), o que obrigou a retirada de parte do duto condutor e a instalação de um registro provisório. Na época, as comportas de montante (situadas na parte mais profunda) ainda funcionavam, mas, após uma manutenção inadequada, também perderam a capacidade operacional. Desde então, a estrutura permanece sem intervenções adequadas. O registro instalado no tubo seccionado corre o risco de rompimento devido à oxidação contínua; além disso, há vazamentos entre os flanges que aceleram a corrosão dos parafusos pelo ataque do gás sulfídrico. Vale ressaltar que qualquer sistema de descarga de fundo exige manutenção constante e de alta complexidade. Diante deste cenário, implora-se à Copasa (Equatorial / Gerais Saneamento) um olhar técnico urgente sobre a Barragem de Juramento, pertencente ao Sistema Verde Grande. Milhares de famílias de Montes Claros encontram-se vulneráveis aos riscos de uma água com qualidade comprometida, e o meio ambiente local segue fadado a um processo de degradação acelerada. XVI – X - XXVI (*) José Ponciano Neto é Técnico em Recursos Hídricos /Meio Ambiente – Ex Supervisor de Gestão de Barragens e supervisor de Estação Climatológica– Escritor e Historiador - Diretor Financeiro da Academia Maçônica de Letras do Norte de Minas (AMALENM) - Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros (IHGMC) - Colunista Literário do Site: montesclaros.com / 98,0 FM – Colaborador Novo Jornal de Notícia.
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