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montesclaros.com - Ano 26 - quarta-feira, 2 de setembro de 2026
 

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Mensagem: O que nos espera Manoel Hygino É grande o entusiasmo dos que irão ocupar cargos no próximo quatriênio governamental em Minas. Compreensível que assim seja, quer para atender ao ego, quer para prestar um relevante serviço ao Estado. Enfim, a velha província tem lugar honroso e honrado nos tempos republicanos, depois dos acontecimentos que se inseriram nos compêndios e que se ensinam nas escolas. Para se chegar à posição privilegiada, muito se sacrificou, muito se deu em benefício de gerações que hoje são passadas, mas não esquecidas. Há muito ainda a fazer para que o exemplo dos Inconfidentes não seja apenas uma página transposta. As despesas para manter a máquina pública operando são enormes e incessantes. Não podem é ser insensatas. Quando se fala em despesa se pensa também em déficit, que constitui um fabuloso desafio para os administradores. Os documentos respectivos que o Executivo encaminhou para discussão pela Assembleia Legislativa assustam. Veja-se: o déficit previsto nas contas de Minas Gerais para 2027 cresceu cerca de 233% em relação ao estimado para 2026, segundo o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado pelo governo estadual à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que deve começar a tramitar nos próximos dias. O rombo projetado é de R$ 7,67 bilhões, ante R$ 2,3 bilhões do ano anterior. A proposta indica receita R$ 142,8 bilhões e despesas de R$150,5 bilhões. Na comparação entre os dois exercícios, a arrecadação teve alta de 0,74%, enquanto os gastos crescem 2,38%. As despesas obrigatórias, segundo o projeto da LDO, representam 88,22% do total de gastos do Estado e consomem 92.9% da receita fiscal. O principal item é o gasto com pessoal e encargos sociais, estimado em R$ 96,2 bilhões. Também pressionam o orçamento as despesas constitucionais, previstas em R$ 11,6 bilhões, e os custos com juros, encargos e amortização da dívida, que somam R$ 7,76 bilhões. Missão dificílima terão os nossos representantes. Veremos como eles se comportarão. Somente o déficit nas contas de Minas crescerá 293%. O crescente aumento do déficit financeiro acendeu luzes de advertência sobre o pagamento do décimo terceiro ao funcionalismo estadual. A Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) prevê déficit de R$ 7,67 bilhões para 2027, mas a crise atual na Secretaria da Fazenda, que está sob indicativo de greve, elevou a previsão de rombo.

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