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Mensagem: Terras-raras Manoel Hygino Enquanto o presidente dos Estados Unidos dissemina ameaças por praticamente todos os países, aqueles que têm algum peso em termos econômicos ficam de olho em sua própria defesa. Em verdade, Trump quer ir muito além em termos de dominar as riquezas existentes no planeta, quando usa o argumento histórico de “A América primeiro”. A Doutrina Monroe motivou os ocupantes da Casa Branca durante mais de dois séculos em torno de ampliar a economia americana, e ainda merece atenção e interesse, embora as demais nações do Novo Mundo se coloquem em posição de autodefesa, antevendo dias mais difíceis. É do que se assiste. Earth, Michael Blitzer, afirma que ambição não tem limite. Agora mesmo, enquanto Trump e Lula discutem uma aproximação diante da tarifaços impostos por Washington, assiste-se à atividade de poderosos grupos de Tio Sam, em torno de terras-raras no Brasil. Assim a empresa norte-americana USA Rare Earth anuncia que finalizou o arranjo de capitalização para concluir a compra da Serra Verde, única mineradora de terras-raras em operação no Brasil. A planta está instalada em Goiás. A companhia conseguiu o total de US$ 1,5 bilhão (R$7,7 bilhões) e deve fechar o negócio rapidamente. Como ficou? “Em comunicado, o presidente-executivo da USA Rare Earth, Michael Blitzer, afirma que a companhia possui um dos projetos de terras-raras mais avançadas do mundo e é a única produtora comercial fora da Ásia. “A Serra Verde agora pode começar a fornecer esses materiais críticos ao mercado americano”, disse. Após fechar a transação, a USA Rare Earth vai controlar a mina de Pela Ema, em Goiás. A estrutura produz todos os quatro elementos de terras-raras magnéticas, que são cruciais para a fabricação de ímãs permanentes.
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